exer citando

Terça-feira, Fevereiro 07, 2012

Ano do Dragão

Fumegante labareda sai desta boca que devasta o céu em seu impetuoso vôo.
A serpente do céu não passa a mão na cabeça de ninguém ainda mais nesses nossos difíceis e conturbados anos, anos de espera, anos de mudanças, anos de interrogações.
As chances e oportunidades são muitas e as linhas que traçamos podem nos colocar na rota certa ou nos desviarmos dela para talvez um definitivo adeus.
Saber a melhor direção parece a questão preponderente nesse ano, uma vez que o fogo cuspido de sua larga boca pode devastar campos semeados com muita luta e sacrifício.
Peço a mim mesma calma, mas o corpo parece não escutar numa exaustiva batalha ética, aonde a moral já deu lugar ao imprescindível e a lógica parece ter criado vida própria e se sustenta no fio da navalha.
Peço novamente para mim, calma, para não ter que brigar com meus próprios hormônios em ebulição na defesa de algum filho ou de mim mesma nesse mar transparente e por vezes invisível das relações humanas.
Espero passar por esse ano ilesa ao rugido do dragão, mas parece ser impossível se esconder do som que soa e ressoa alto no céu. Então solto meu vibrato e vibrarei junto com ele na esperança de estar emitindo as notas certas que produzirão a harmonia celestial aqui na terra. O que significa isso, não sei bem ao certo e é difícil saber, mas não me resta outra alternativa, ou até exista, mas me sinto impelida pelo bafo quente rebatido por sua calda.

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

UNDERWATER



Terça-feira, Novembro 22, 2011

Depoimento de célio bermann a respeito da usina de Belo Monte à eliane brum

- O que o senhor diria para a parcela da população brasileira que faz afirmações como estas: "Ah, se não construir Belo Monte não vai ter luz na minha casa", ou "Ah, esses ecochatos que criticam Belo Monte usam Ipad e embarcam em um avião para ir até o Xingu ou para a Europa fazer barulho". O que se diz para essas pessoas para que possam começar a compreender que a questão é um pouco mais complexa do que parece à primeira vista?


Bermann – Não é verdade que nós estamos à beira de um colapso energético. Não é verdade que nós estamos na iminência de um “apagão”. Nós temos energia suficiente. O que precisamos é priorizar a melhoria da qualidade de vida da população aumentando a disponibilidade de energia para a população. E isso se pode fazer com alternativas locais, mais próximas, não centralizadas, com a alteração dos hábitos de consumo. É importante perder essa referência que hoje nos marca de que esse tipo de obra é extremamente necessário porque vai trazer o progresso e o desenvolvimento do país. Isso é uma falácia. É claro que, se continuar desse jeito, se a previsão de aumento da produção das eletrointensivas se concretizar, vai faltar energia elétrica. Mas, cidadãos, se informem, procurem pressionar para que se abram canais de participação e de processo decisório para definir que país nós queremos. E há os que dizem: “Ah, mas ele está querendo viver à luz de velas...”. Não, eu estou dizendo que a gente pode reduzir o nosso consumo racionalizando a energia que a gente consome; a gente pode reduzir os hábitos de consumo de energia elétrica, proporcionando que mais gente seja atendida, sem construir uma grande, uma enorme usina que vai trazer enormes problemas sociais, econômicos e ambientais. É importante a percepção de que, cada vez que você liga um aparelho elétrico, a televisão, o computador, ou a luz da sua casa, você tenha como referência o fato de que a luz que está chegando ali é resultado de um processo penoso de expulsão de pessoas, do afastamento de uma população da sua base material de vida. E isso é absolutamente condenável, principalmente se forem indígenas e populações tradicionais. Mas também diz respeito à nossa própria vida. É necessário ter uma percepção crítica do nosso modo de vida, que não vai se modificar amanhã, mas ela precisa já estar na cabeça das pessoas, porque não é só energia, é uma série de recursos naturais que a gente simplesmente não considera que estão sendo exauridos e comprometidos. É necessário que desde a escola as crianças tenham essa discussão, incorporem essa discussão ao seu cotidiano. Eu também tenho uma dificuldade muito grande de chegar aqui na minha sala e não ligar logo o computador para ver emails, essas coisas. Confesso que tenho. Mas eu também percebo uma grande satisfação quando eu consigo não fazer isso. E essa percepção da satisfação é uma coisa cultural, pessoal, subjetiva. Mas ela precisa ser percebida pelas pessoas. De que o nosso mundo não existe apenas para nos beneficiarmos com essas "comodidades" que a energia elétrica em particular nos fornece. Agora isso exige um esforço, e a gente vive num mundo em que esse esforço de perceber a vida de outra forma não é incentivado. Por isso é difícil. E por isso, para quem quer construir uma usina, quer se dar bem, quer ganhar voto, quer manter a situação de privilégio, seja local ou nacional, para essas pessoas é muito fácil o convencimento que é praticado com relação a essas obras. Por mais que eu tenha sempre chamado a atenção para o caráter absolutamente ilógico da usina, das questões que envolvem a lógica econômico e financeira dessa hidrelétrica, para o absurdo que é a utilização do dinheiro público para isso, para a referência à necessidade de se precisar, num futuro próximo, enfrentar um ritmo violento de custo de vida, emitindo moeda para sustentar empreendimentos como esse, é muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a relação dessa situação com as grandes obras. E Belo Monte é mais um instrumento disso. Eu não sou catastrofista, não tenho a percepção maléfica da hidroeletricidade. Não demonizo a hidroeletricidade. Eu apenas constato que, da forma como ela é concebida, particularmente no nosso país nos últimos anos, é uma das bases da injustiça social e da degradação ambiental. Se não é pensando em você, você necessariamente vai precisar pensar nas gerações futuras. Este é o recado para o leitor: é preciso repensar a relação com a energia e o modelo de desenvolvimento, é preciso mudar o nosso perfil industrial e também é preciso mudar a cultura das pessoas com relação aos hábitos de consumo. Nós precisamos mudar a relação que nos leva a uma cega exaustão de recursos.

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

Apenas algo a se pensar numa manhã de quinta-feira

A beleza fantasiosa dos sonhos que nunca conseguiram se tornar reais.




Colocar os pés no chão e dizer: eu existo para além do universo particular de criação do meu criador. Me emancipei e me tornei produto visível e palpável para que outros também possam sonhar junto e dessa profusão de sonhos construir um mundo real.




O problema é quando vem a fatídica pergunta sobre o que é real. Ok, isso é um assunto para mais linhas e mais questionamentos que também se profundem e sem cuidado também se perdem, assim como os sonhos.




O ponto em questão dessas poucas linhas de hoje é apenas como tornar os sonhos reais ou como viver em realidade com os seus sonhos, ação que pede destreza e coragem para empreender algo originado do etéreo tornando-o concreto, gerando assim uma inefável felicidade.

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

HOOVES OF THE HORSE

I NEEDED TO FALL OFF OF THE HORSE
TO LEARN HOW TO LIVE AGAIN.
HOW MANY STREETS I WALKED
LOKING FOR MYSELF IN THE MIRROR.
AND INSIDE MY EYES
TEARS AND HOPES
DREAMS AND ILUSIONS
IN THE HOOVES OF THE HORSE.
I NEEDED TO FALL DOWN AGAIN
TO SEE MYSELF
I NEEDED TO FALL DOWN AGAIN
TO SEE MY HEART.

(New song)

Domingo, Outubro 23, 2011

O Índio vive

Agradeço aos meus antepassados indígenas por estarem sempre por perto, me orientando e me ensinando como viver novamente num mundo devastado pela falta de bravura. O coração indígena pulsa forte e os poderes mágicos descobertos por esses povos precisam ser devidamente respeitados e também admirados como cultura e como civilização.

Agradeço pelo encontro da noite passada, por nossa reunião telepática e por me ensinarem sobre respeito e liberdade. O que eu puder fazer para devolver essa confiança, farei. Sei e entendo o pedido de socorro, é mais do que justo, é indigno da nossa parte ignorar um povo que é a alma das nossas florestas brasileiras.

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

AERODINAMISMO DO TAO(L) HUMANO

AS PESSOAS QUE ESCREVEM, PRECISAM FICAR UM POUCO SÓS PARA PODEREM ESCREVER.
A ANGÚSTIA DO EXCESSO, É TER QUE ESCORRER PARA O OUTRO VAZIO EXISTENTE,
DESCER A GANGORRA DO TEMPO,
ENCONTRAR O OUTRO PONTO COEXISTENTE DO OUTRO LADO DO RIO.
A ANGUSTIA DO EXCESSO É TER QUE VOAR PRA EXCASSEZ
ANTES QUE ELA DESAGUE NO MESMO RIO DA ANGÚSTIA,
FAZENDO ASSIM SUBMERGIR NOVAMENTE
O PONTO DE ENCONTRO ENTRE OS RIOS.